Crítica do filme – As Melhores Coisas do Mundo: Baseado em uma série de livros escrita por Gilberto Dimenstein e Heloísa Prieto, As Melhores Coisas do Mundo retrata uma parcela da sociedade praticamente esquecida pelo cinema nacional: os adolescentes.

Análise do filme “As Melhores Coisas do Mundo”

O filme acompanha Mano, de 15 anos, e seu irmão Pedro, de 17, que vêm passando por tempos difíceis devido à separação dos pais e problemas de convivência escolar.

Vemos típicas situações que todos já vimos no colégio, na família, com os amigos. Anseios, dificuldades, sentimentos, amores, descobertas. A primeira vez, a prática do bullying e o sofrimento por ser vítima deste, o amor não correspondido, a relação aluno-professor, as festas, os

envolvimentos amorosos.  Enfim, é um filme que fala de forma extremamente satisfatória a um público jovem padrão e que irá emocioná-lo. A diretora Laís Bodanzky, de Bicho de Sete Cabeças e Chega de Saudade, é muito competente e conduz tudo com maestria. O filme mantém um tom e ritmo homogêneo e agradável e consegue fisgar seu público alvo.

Entretanto, criticamente, o que destrói o filme é o moralismo chato e piegas, as obviedades já perceptíveis nos primeiros minutos, o sentimentalismo barato e dispensável, músicas tristes de violão que trazem redenção às personagens e outros artífices que empobrecem o filme e o deixam mais enlatado do que ele pretendia ser.

No final, fica a impressão de plastificação adolescente tentando soar como verdadeira e emocionante. Mas é inegável a qualidade técnica do filme e a identificação que o mesmo provoca.