“Einstein” Brasileiro – O Nascimento da lógica

Matou a paixão, deixou de lado a afeição por pessoas parecidas com humanos, não via graça em um cão vira lata na porta de sua sala abanando o rabo todo alienado.

Sufocou amores e crenças, revelou um lado obscuro fechando a porta do coração. Assim era Alberto, um homem incerto e grandioso nosso “Einstein” brasileiro.

Não via graça em pássaros cantando, pois sabia que em sua lógica também poderia voar,  lógica essa sua única fonte de inspiração, tudo era números, tudo algoritmos emparelhados lado a lado na ponta do seu cerebelo evolutivo de um Neardental, assim era Alberto, um homem incerto e grandioso nosso “Einstein” brasileiro.

Teve três filhos, colocou nome de gênios: Aristóteles, Galileu e Santos Dumont, mas não via graça em seus sorrisos, perguntas de crianças não mereciam respostas por Alberto, que os deixavam numa completa escuridão.

Comprou um piano, não para cantar, mas para entoar notas físicas como maçãs que caem em sua mão!  assim era Alberto, um homem incerto e grandioso nosso “Einstein” brasileiro. Filho de um matuto pedreiro, mais ele ocultava, segundo ele, era algo que acabava em rimas pobres de brasileiros.

Não inventou a pólvora, nem lâmpada acesa, apenas criticava a simetria da roda do seu coração.

De resignação morreu nosso Alberto “Einstein” brasileiro, em uma noite fria sobre uma cartolina velha e rasgada de um cartunista que o criava com suas próprias mãos, um personagem tão conflitante, existencial e orgulhoso de ser compostas de carbono partículas expostas de um lápis tão velho quanto à idéia lógica da imortalidade humana.

“Quando a lógica nasceu, extinguiu um animal e para dar vida ao ser humano, quanto mais lógica, mais humano, quanto mais lógica, mais ficamos longe de nossas origens de sermos apenas simples animais contempladores da vida” Davi