Crítica do filme – Lolita de Stanley Kubrick

Baseado em livro de Vladimir Nabokov (que acabou ele próprio escrevendo o roteiro do filme), Lolita apresenta-nos ao Prof. Humbert (James Mason), um erudito professor britânico, que se muda para os Estados Unidos, para lecionar em uma universidade, e se hospeda na casa de uma viúva que tem uma jovem filha adolescente.

A mulher, Charlotte (Shelley Winters), logo se apaixona pelo prof. e tenta persuadi-lo, mas ele é imune a seus avanços pois está obcecado pela filha dela, a bela e atraente Lolita (Sue Lyon).

Para poder ficar próximo desta, até casa com a mãe, que sofre uma fatalidade, abrindo caminho para que o prof. possa seduzir Lolita, levando a vida dos dois para rumos inesperados e turbulentos.

Análise do file Lolita de Stanley Kubrick

Como toda obra de Kubrick, Lolita surpreende pela impecabilidade. O perfeccionismo do cineasta levou novamente a um filme extremamente bem feio, que encanta pela ausência de erros.

Embora tenha uma menor marca autoral de Kubrick do que em filmes como 2001 – Uma Odisséia no Espaço e Barry Lyndon, ainda sim pode-se ver em Lolita o afinco do diretor em obter planos perfeitos, muitas vezes simétricos, enquadrando cada elemento de forma significativa.

Kubrick acerta no tom do filme, dramático mas ligeiramente dotado de uma comicidade ácida, e no ritmo, sendo também notória sua direção de atores, obtendo de cada membro do elenco as interpretações exatas.

Não há dúvidas de que um dos grandes trunfos do filme seja o elenco. James Mason entra na pele do professor obcecado pela ninfeta, dá profundidade ao personagem, convence o espectador de que na tela se vê o próprio personagem e não um ator.

A estreante Sue Lyon, no papel da jovem Lolita, surpreende pela desenvoltura e pela compreensão de sua personagem, fazendo perfeitamente as várias nuances da protagonista.
Shelley Winters está igualmente convincente e realista como a mãe viúva e Peter Sellers rouba a cena toda vez que aparece, transformando cada fala em um deleite e cada ação em algo a ser admirado.

Análise do file Lolita de Stanley Kubrick

Resumo do filme Lolita de Stanley Kubrick

O roteiro do filme é muito consiste tanto tematicamente quanto dramaticamente.
Dotado de personagens complexas, o roteiro desenvolve cada uma delas, transformando-as em pessoas reais e interessantes, com seus dramas, questionamentos, franquezas.

Mas não é apenas no que concerne às personagens, que o roteiro se destaca. É igualmente inteligente a forma como a trama se desenvolve, como o suspense é usado, como uma cena leva a outra.

A temática, abordando a obsessão, a sexualidade prematura, o relacionamento entre pessoas com grande diferença de idade, a possessividade e o amadurecimento, enriquece o filme. Também é genial a mistura entre drama e comédia de costumes, através de uma comicidade ácida e crítica.

Escrito por : Elton Almeida 
Formando em Cinema e TV pela Universidade de São Paulo-USP, escreve sobre cinema no Cultura de Bolso.Org.

LOLITA
Reino Unido/EUA, 1962. De Stanley Kubrick. Com James Mason, Shelley Winters, Sue Lyon, Peter Sellers. 153min. Drama/Comédia.
NOTA: 9

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