O Ponto de vista da interrogação (?)

O ponto de vista é a partida inicial para um bom debate, uma boa discussão – e também para guerras, conflitos e violência urbana, afinal, cada pessoa tem um ponto de vista sobre um mesmo fato, e aqui chegamos à interrogação do que é a realidade (?) Enfim, como algo tão concreto pode ser manipulado pelos nossos olhos, pensamento e na construção do ponto de vista individual.

O nosso pensamento é responsável pela construção do ponto de vista e da nossa realidade, descrevendo e traduzindo tudo aquilo que permeia o cotidiano.

O pensamento constrói e destrói ao mesmo tempo, o mesmo pensamento que define a sua própria definição do que é pensar, é tão conflitante ao construir ciências tão antagônicas para definir o que é o pensamento humano.

Para a ciência quântica, a pensamento é a melhor definição de um mesmo corpo ocupar diversos lugares no espaço e tempo simultaneamente; já para a psicanálise, o pensamento é construído a partir de suas pulsões inconsciente, uma constante briga entre id e ego; para a biologia,  o pensamento é um processo químico no qual células nervosas, processam a realidade a partir da sinapse.

Quando uma pessoa perde parte do seu braço, seu pensamento ainda pode sentir parte do membro amputado, para a física quântica seria apenas uma de muitas replicações da mesma matéria em outras dimensões; para a psicanálise, um desejo retraído e recalcado na psique humana; para a neurociência, simplesmente uma memória celular.

Mas aonde está alojado o pensamento? Será tão somente um conjunto de terminações nervosas dentro do encéfalo? Será uma dimensão divina da alma ou o pensamento está localizado em toda a existência humana, em todo o corpo do dedinho do pé ao fio de cabelo da nuca? Sendo assim, são vários os pensamentos e pontos de vistas sobre uma mesma realidade… mas afinal o que é real?

Esse texto não segue fielmente os fundamentos de nenhuma ciência abordada até aqui, aliás, para defender um bom ponto de vista, é necessário ignorar qualquer suposta relevância dos demais. Por isso fica tão pessoal, intimista e ao mesmo tempo provocativo, será que esse  pensamento tem algum tipo de fundamento?