A Saga de Tia Elvira e suas descrônicas

“Descrônicas Doentias”, é o segundo texto sobre a saga de tia Elvira, escritos por mim e publicados no site Bravus.Net, tia Elvira é uma mulher a frente do seu tempo que emprestou seus espírito e seu legado para esta saga, leia abaixo o primeiro texto:

“Descrônicas Doentias”

No momento em que abriu o envelope contendo os resultados de seus exames, Tia Elvira respirou fundo foi até a cozinha pegou um fósforo e acendeu um cigarro, controlou sua ansiedade com o estarrecedor diagnostico de  um tumor em seu pulmão direito.

Tia Elvira uma mulher moderna da década de 1940, que não aceitava os comportamentos  sociais da época. fumava, bebia e fazia uso excessivo de entorpecentes, não deu muita bola para os resultados daquele exame, acendeu outro cigarro e mesmo hoje sendo uma pacata senhora da terceira idade, foi até a garagem, entrou no velho Corcel 1975 dirigiu-se até o posto abasteceu o tanque, sacou dinheiro no banco e saiu sem destino, na auto-estrada não era perceptivo quem fumava mais ou tia Elvira ou seu velho Corcel.

Para tia Elvira, o câncer é como a tristeza, só cresce se for alimentada, matemática pura e simples. Enquanto andava pela estrada, para seu carro em uma velho prostibulo, fletar entre a santidade e o mundo das meretrizes enxeram seus olhos de brilho, entrou no estabelecimento, sentou em uma mesa no canto, marcou seus lábios com batom vermelho e banhou-se de uma perfume adocicado  e começou a falar bem alto uma mistura de sermão e histeria ou sua condição atual de beata com a loucuras das décadas de 1940 e 1950.

Aos poucos formou-se uma roda em torno de tia Elvira de bêbados, caminhoneiros e prostitutas e todos atentamente começaram ouvir suas velhas histórias de uma mulher que sempre esteve a frente de sua história e entre um cigarro e outro as confidencias de tia Elvira chamava mais a atenção de todos presentes, tia Elvira virou um copo de cachaça, rolou um baseado, coisas que outrora era comum em sua vida, mas que há muito tempo não sabia qual era a sensação, levantou-se da cadeira e disse para uma jovem puta “ Ser puta é fácil, é algo tão antigo e corriqueiro, quero ver vocês ficaram a frente do seu tempo…” e tia Elvira saiu do velho puteiro, entrou em seu Corcel  pegou a estrada por mais uns kilometros  entrou em uma atalho de terra chegando em um ponto bem alto, tia Elvira desliga seu Corcel, tira sua roupa, olha para o céu e grita “Mas o que está te intrigando, É a natureza de meu jogo…” frase traduzida da musica Sympathy For The Devil a qual Tia Elvira sempre ouvia, cinco dias depois encontraram seu corpo ressecado pelo Sol e com um grande sorriso de quem nunca aceitou as regras desse mundo, causa mortis :  desidratação, como ela mesma dizia, isso é como a tristeza, só cresce so for alimentada!